domingo, 7 de junho de 2015

COERÊNCIA E COESÃO

A COESÃO

Há, na língua, muitos recursos que garantem o mecanismo de coesão:

* por referência: Os pronomes, advérbios e os artigos são os elementos de coesão que proporcionam a unidade do texto.
"O Presidente foi a Portugal em visita. Em Portugal o presidente recebeu várias homenagens."

Esse texto repetitivo torna-se desagradável e sem coesão. Observe a atuação do advérbio e do pronome no processo de e elaboração do texto.
"O Presidente foi a Portugal. Lá, ele foi homenageado."

Veja que o texto ganhou agilidade e estilo. Os termos “Lá” e “ele” referem-se a Portugal e Presidente, foram usados a fim de tornar o texto coeso.
* por elipse: Quando se omite um termo a fim de evitar sua repetição.
"O Presidente foi a Portugal. Lá, foi homenageado."

Veja que neste caso omitiu-se a palavra “Presidente”, pois é subentendida no contexto.
* lexical: Quando são usadas palavras ou expressões sinônimas de algum termo subsequente:
"O Presidente foi a Portugal. Na Terra de Camões foi homenageado por intelectuais e escritores."

Veja que “Portugal” foi substituída por “Terra de Camões” para evitar repetição e dar um efeito mais significativo ao texto, pois há uma ligação semântica entre “Terra de Camões” e intelectuais e escritores.
* por substituição: É usada para abreviar sentenças inteiras, substituindo-as por uma expressão com significado equivalente.
"O presidente viajou para Portugal nesta semana e o ministro dos Esportes o fez também."

A expressão “o fez também” retoma a sentença “viajou para Portugal”.
* por oposição: Empregam-se alguns termos com valor de oposição (mas, contudo, todavia, porém, entretanto, contudo) para tornar o texto compreensível.
"Estávamos todos aqui no momento do crime, porém não vimos o assassino."

* por concessão ou contradição: São eles: embora, ainda que, se bem que, apesar de, conquanto, mesmo que.
"Embora estivéssemos aqui no momento do crime, não vimos o assassino."

* por causa: São eles: porque, pois, como, já que, visto que, uma vez que.
"Estávamos todos aqui no momento do crime e não vimos o assassino uma vez que nossa visão fora encoberta por uma névoa muito forte."

* por condição:
São eles: caso, se, a menos que, contanto que.
"Caso estivéssemos aqui no momento do crime, provavelmente teríamos visto o assassino."

* por finalidade
: São eles: para que, para, a fim de, com o objetivo de, com a finalidade de, com intenção de.
"Estamos aqui a fim de assistir ao concerto da orquestra municipal."

A COERÊNCIA

É muito confusa a distinção entre coesão e coerência, aqui entenderemos como coerência a ligação das partes do texto com o seu todo.
Ao elaborar o texto, temos que criar condições para que haja uma unidade de coerência, dando ao texto mais fidelidade.

“Estava andando sozinho na rua, ouvi passos atrás de mim, assustado nem olhei, saí correndo, era um homem alto, estranho, tinha em suas mãos uma arma...”

Se o narrador não olhou, como soube descrever a personagem?

A falta de coerência se dá normalmente: Na inverossimilhança, falta de concatenação e argumentação falsa.
Observe outra situação:
“Estava voltando para casa, quando vi na calçada algo que parecia um saco de lixo, cheguei mais perto para ver o que acontecia...”

Ocorre neste trecho uma incoerência pois se era realmente um saco de lixo, com certeza não iria acontecer coisa alguma.
Outro tipo de incoerência: Ao tentar elaborar uma história de suspense, o narrador escolhe um título que já leva o leitor a concluir o final da história.


Um milhão de dólares
“Estava voltando para casa, quando vi na calçada algo que parecia um saco de lixo, ao me aproximar percebi que era um pacote...”

O que será que havia dentro do pacote? Veja como o narrador acabou com a história na escolha infeliz do título.
A incoerência está presente, também, em textos dissertativos que apresentam defeitos de argumentação.
Em muitas redações observamos afirmações falsas e inconsistentes. Observe:
“No fundo nenhuma escola está realmente preocupada com a qualidade de ensino.”

“Estava assistindo ao debate na televisão dos candidatos ao governo de São Paulo, eles mais se acusavam moralmente do que mostravam suas propostas de governo, em um certo momento do debate dois candidatos quase partem para a agressão física. Dessa forma, isso nos leva a concluir que o homem não consegue conciliar ideias opostas é por isso que o mundo vive em guerras frequentemente.”

Note que nos dois primeiros exemplos as informações são amplas demais e sem nenhum fundamento. Já no terceiro, a conclusão apresentada não tem ligação nenhuma com o exemplo argumentado.
Esses exemplos caracterizam a falta de coerência do texto.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Significados implícitos - Exercícios

1. Explicite que outras informações podem ser depreendidas a partir de cada um dos seguintes exemplos, além das explicitadas:
a. O Edmundo brigou novamente.
b. O Marquinhos voltou a estudar.
c. Margarida chegou à festa depois de Antônia.
d. Não foi José que quebrou o copo.
e. Saramago já tinha deixado Portugal quando soube que tinha sido premiado.

2. Pergunta: Essa doença, a miastenia gravis, afeta sua memória?
Resposta: Sim.
Pergunta: E de que modo ela afeta sua memória?
Resposta: Eu esqueço das coisas.
Pergunta: Você esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido?

(a) Por que a última pergunta não é lógica?

(b) Sugira uma alteração no texto, uma situação, um contexto em que essa conversa possa se tornar lógica.

3. A que conclusões podemos chegar a partir dos seguintes pares de informações?
a. Todos os convidados para a festa da empresa são clientes de prestígio.
 Marcelo é cliente da empresa, mas não foi convidado.
 Logo, ele____________________________

b. Carlão sempre paga um refrigerante para os colegas quando ganha no  futebol. Domingo passado, não pagou refrigerante para ninguém.

 Logo, ele_____________________________

quarta-feira, 25 de março de 2015

Vídeo para o 3° A EM

"O homem é um cadáver adiado" (Fernando Pessoa)

''Um homem pode ter um grande número de assistentes, um belo palácio, grande influência e uma renda elevada. Tudo isso pode cercá-lo, mas não é ele. Meça sua altura, sem suas pernas-de-pau" (Montaigne)



sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

I DIA DO BEM


Campanha social para ajudar o Asilo Santo Agostinho e Apae de Paranaíba: Doe 1 Kg de alimento não perecível e ganhe um cupom para concorrer a mais de 20 prêmios. DOAÇÕES PODERÃO SER EFETUADAS NAS EMPRESAS PATROCINADORAS.


Realização: Empresa Jr. - UFMS/Cpar e Moto Grupo Paranaíba



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

AULA PROGRAMADA - E.M.

Aula Programada referente ao dia 24/11

ABELHAS CONTRA ARMAS DE GUERRA
           Enxames de abelhas treinadas são a esperança mais recente para combater uma praga que infesta dezenas de países, as minas terrestres. Tais armas estão entre as perversas invenções do homem. Custam poucos dólares, mas para removê-las são necessários milhares de dólares e, muitas vezes, o custo de vidas humanas. Há milhares de mutilados, muitos deles crianças, em dezenas de países. Num artigo na revista científica “Optics Express”, o americano Joseph Shaw e seus colegas contam como treinaram abelhas para encontrar minas com 97,5% de acurácia. Eles desenvolveram um sistema a laser que marca e identifica as abelhas rapidamente. As abelhas, na verdade, aprendem a reconhecer o cheiro de uma substância presente nas minas e que é inserida numa mistura doce com a qual são alimentadas. Segundo Shaw, o olfato dos insetos é melhor que o de cães e o risco de acidentes é reduzido a quase zero.                                  (Revista O Globo. Rio de Janeiro, n. 55, ago. 2005, adaptado, p. 50.)

1. No texto, afirma-se que:
a) muitas crianças ficam mutiladas em função de minas terrestres.
b) muitos países gastam milhões de dólares fabricando minas terrestres.
c) o emprego de laser para desarmar minas terrestres é barato.
d) o cheiro das abelhas propicia o desarmamento de minas terrestres.

2. O texto deixa subentendido que:
a) a utilização de abelhas é um processo rápido e eficaz. .
b) minas terrestres são uma esperança de combate às abelha
c) jornalistas americanos treinaram abelhas para a pesquisa.
d) cães reduzem o risco de acidentes com abelhas.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

AULA PROGRAMADA - 9° ANO

AULA PROGRAMADA REFERENTE AO DIA 04/11


Olá, mãe!

Mãe, eu queria te dizer ...
(não te chamando de mamãe como no tempo em que a vida era você,
mas te chamando de mãe
deste meu outro tempo de silêncio e solidão.)

Mãe, eu queria te dizer
(sem cara de quem pede desculpa pelo que não fez ou pensa que fez)
que amar virou uma coisa difícil
e muitas vezes o que parece ingratidão,
ou até indiferença,
é apenas a semente do amor
que brotou de um jeito diferente
e amadureceu diferente
no atrapalhado coração da gente.

Acho que era isso, mãe,
o que eu queria te dizer.
(Carlos Queiroz Telles. Sonhos, grilos e paixões. São Paulo: Moderna, 1995.)

1- O eu poético deseja, por meio deste texto,
(A) demonstrar seu sentimento de amor.      
(B) reviver um tempo de silêncio e solidão.
(C) revelar que está insatisfeito com as atitudes da mãe.
(D) agradecer à mãe pelo tempo em que a vida era mais simples.

2- O eu poético escreve uma mensagem à mãe por meio de:
(A) um conto. 
(B) um poema. 
(C) uma crônica. 
(D) uma propaganda.

3- O verso que comprova para quem o texto foi escrito é:
(A) “acho que era isso, mãe...”                
(B) “que amar virou uma coisa difícil”.
(C) “no atrapalhado coração da gente”  
(D) “deste meu outro tempo de silêncio e solidão”

4- Na primeira estrofe do poema, o eu poético utiliza-se dos parênteses para:
(A) pedir desculpa pelo que pensa que fez.
(B) contar que a semente do amor brotou de um jeito diferente.
(C) explicar o porquê do uso da palavra “mãe” ao invés de “mamãe”.
(D) opinar sobre o sentimento de ingratidão ou indiferença demonstrado.